A CRISE ECONÔMICA DO BRASIL EM 2015

A crise econômica de 2015

Atualmente falamos na crise econômica de 2015, não como uma possibilidade, mas sim como um fato consumado. Não se trata mais de indagar se a crise econômica iria acontecer ou não em 2015, pois essa questão já foi esclarecida, trata-se agora de saber qual e como será a sua dimensão.

A questão agora é saber qual será o tamanho da crise econômica de 2015 e de que forma ela irá impactar os diversos setores da economia e também as finanças das pessoas.

Os motivos para a crise econômica de 2015

Tirando o governo atual, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de economia e finanças, vê tranquilamente os sinais da crise por todos os lados. Não precisa nem ler revistas e relatórios de consultorias especializadas, basta fazer suas compras mensais em qualquer supermercado para perceber que a inflação é presente no Brasil.

O artigo O Fim do Brasil, publicado pela consultoria Empiricus, provocou um grande alvoroço no mercado, mas na verdade ele simplesmente listou as análises e conclusões que já vinham sendo comentadas em diversos ambientes empresariais.

A volta da inflação será a marca da crise de 2015

Um dos principais impactos da crise econômica de 2015 sobre a vida das pessoas e negócios das empresas é a retomada da inflação em um ritmo acelerado. A inflação já está ai há muito tempo e vem sendo tratada e maquiada através de artifícios contábeis que não se sustentar mais.

Após as eleições os preços básicos da economia, como luz e combustíveis sofreram reajuste exorbitante para compensar os reajustes que não foram dados para conter de forma artificial os índices inflacionários do primeiro quadriênio do governo Dilma. É o famoso “tarifaço” que já estava sendo comentado por candidatos e dado como certo por analista econômicos mesmo antes das eleições de 2014.

O resultado disso foi um gigantesco salto na inflação com todas as consequências nefastas que isso pode trazer, como perda real do poder aquisitivo dos salários e sérios problemas para a cadeia produtiva nacional. A atual situação econômica do Brasil dá nítidos sinais de que este é o cenário que já estamos vivendo em 2015.

Disparada do dólar como consequência

A política cambial praticada pelo governo nos últimos tempos tem mantido o dólar em um nível artificial através da injeção diária de volumes gigantescos de recursos que compõem nossas reservas internacionais e manobras contábeis nas contas públicas, cinicamente chamadas de “contabilidade criativa”.

O resultado é um dólar barato que incentiva a importação, destruindo a indústria nacional, e prejudica as exportações contribuindo ainda mais para a estagnação da nossa economia. O resultado dessa combinação nefasta é um gigantesco rombo na balança comercial que precisará ser corrigido rapidamente.

A crise econômica de 2015 provocou inevitavelmente um forte ajuste na cotação do Dólar e outras moedas fortes como o Euro, queira o futuro governo ou não. No caso da inteligência prevalecer, esse reajuste se deu de forma oficial.

Restrição de crédito

As empresas sofreram bastante com os efeitos da crise econômica de 2015, principalmente aquelas que dependem de crédito abundante para manutenção dos seus negócios. Por uma questão de coerência econômica, diretriz que rege as decisões do mercado financeiro, ao contrário do que acontece na equipe econômica atual, os bancos reduziram suas linhas de crédito, tanto a pessoas físicas quanto jurídicas.

Com a instabilidade na economia, o risco de inadimplência cresce e isso faz com que imediatamente os bancos aumentem a rigidez das suas condições para concessão de crédito. O resultado é um cenário muito mais difícil para se obter financiamento nas instituições privadas.

Como os bancos públicos estão na mesma situação, e até mesmo, por imposições regulatórias, também não tem como evitar a redução de crédito, fazendo assim com que a obtenção de empréstimos se transforme em um desafio a mais para as empresas neste momento de crise.

Como o empreendedor deve se preparar

Para os empreendedores, a melhor recomendação é que se preparem nesses tempos difíceis. Não estou falando de desespero e desânimo, pois ao contrário do que muita gente imagina, momentos de crise podem ser épocas de grandes oportunidades de negócios. O Barão de Rothschild dizia que o melhor momento para ganhar dinheiro é quando o sangue corre nas ruas.

Talvez seja o momento de retardar alguns investimentos, adiar decisões estratégicas que envolvam expansão de negócios onerosas e esperar para que se tenha uma visão melhor do que está para vir por ai. É certo que o Brasil não vai parar, mas certamente há redução do nível de atividade econômica maior ainda do que a que já estamos sentindo nos últimos meses.

Luciano Mende