OS TORNADOS E SUA AÇÃO DESTRUTIVA

Um tornado é o fenômeno mais destrutivo de todas as perturbações atmosféricas, apesar de a área ser mais limitada que a dos furacões, com diâmetro geralmente menor que dois quilômetros. Para se ter uma idéia, os furacões podem atingir um diâmetro de centenas de quilômetros e serem formados por diversos tornados, explica Eduardo Netto, professor de climatologia e meteorologia da Ulbra, em Canoas (RS).

Há outras diferenças: diferente do furacão, o tornado tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente ocorre por mais do que uma hora. Além disso, os tornados se formam a partir de uma única nuvem de chuva e podem possuir vários redemoinhos, enquanto os furacões são feitos de diversas nuvens e têm apenas um vórtice.

Os tornados têm mais probabilidade de ocorrer em uma área determinada dos Estados Unidos, explica o professor Netto, e acontecem com a chegada de frentes frias, em regiões onde o clima é mais quente e instável. O caminho que o tornado percorre é irregular, quando o funil encosta na superfície pode se mover em linha reta ou não. Pode ainda duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis.

Mesmo normalmente pequena, podendo ser menor que 30 metros, a largura de um tornado pode ultrapassar 2,5 quilômetros. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores, de máximos. Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de até 160km/h. O chamado máximo pode deslocar-se 320 quilômetros ou mais, durar até três horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h.

Os cientistas ainda não conseguiram precisar a velocidade do vento dentro do funil, pois não há possibilidade de uso de instrumentos, que são destruídos pela força da tempestade, mas estima-se que possa chegar a 450km/h. Há somente uma escala usada pelos metereologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado, a Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale.

A Escala Fujita classifica o fenômeno de leve (F0), onde a velocidade do vento atinge o máximo de 110km/h, até fora de série (F6), com ventos acima de 511km/h. Atualmente, existe uma nova versão da escala Fujita, a escala Fujita melhorada, que vai de F0 a F5, pois a F6 é considerada hipotética.

Já os chamados ciclones, tufões e furacões são nomes diferentes para o mesmo fenômeno climático básico e, que, em conjunto, recebem o nome de ciclones tropicais. O nome individual depende da região do planeta onde esses fenômenos se formam. O furacão é o nome dado a um ciclone tropical de núcleo quente, com ventos contínuos de 118km/h ou mais, que ocorrem no Oceano Atlântico Norte, mar do Caribe, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico. Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico.

Os ciclones são ventos que sopram ao redor de um centro de baixa pressão atmosférica, ocorrendo uma circulação fechada, conta o professor. Por uma série de questões que envolvem características do globo terrestre, como rotação, pólos e outros, os ciclones giram no sentido horário no hemisfério sul e anti-horário no hemisfério norte, da mesma maneira que ocorre com a água, por exemplo, quando se enche uma banheira e se destapa depois o ralo. Os ciclones, dependendo de suas condições (origem, ventos, etc), podem ser classificados como furacão ou tufão, entre outras classificações.

 
Fonte: Terra

Luciano Mende