COLÔMBIA


GEOGRAFIA: Área: 1.141.748 km². Hora local: -2h. Clima: de montanha (centro) e equatorial (L e litoral). Capital: Santa Fé de Bogotá. Cidades: Santa Fé de Bogotá (6.600.000), Cali (2.150.000), Medellín (1.900.000), Barranquilla (1.300.000), Cartagena (815.000) (2011).

POPULAÇÃO: 46 milhões (2011); nacionalidade: colombiana; composição: eurameríndios 58%, europeus ibéricos 20%, eurafricanos 14%, afro-americanos 4%, ameríndios 1%, outros 3%. Idioma: espanhol (oficial). Religião: cristianismo 96,7% (católicos 96,1%, outros 4,6% - dupla filiação 2,8%, desfiliados 1,1%), outras 1,9%, sem religião e ateísmo 1,4%.

RELAÇÕES EXTERIORES: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Andina, FMI, Grupo do Rio, OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 226-8997, fax (61) 224-4732 – Brasília (DF); e-mail: embjcol@embcol.org.br.

GOVERNO: República presidencialista. Div. administrativa: 32 departamentos e o Distrito da Capital. Partidos: Liberal (PL), Conservador (PCC). Legislativo: bicameral – Senado, com 102 membros; Casa dos Representantes, com 161 membros. Constituição: 1991.

Santa Fé de Bogotá
Situado no noroeste da América do Sul, o território colombiano é banhado pelo oceano Pacífico e pelo mar do Caribe e coberto por florestas tropicais. A cidade de Cartagena, no litoral caribenho, é considerada patrimônio da humanidade por sua arquitetura colonial. Os principais produtos de exportação do país são café e petróleo. A Colômbia sofre há décadas com um conflito interno envolvendo guerrilheiros de esquerda, grupos paramilitares de direita e as Forças Armadas. A situação é agravada pela presença do narcotráfico, que exerce grande influência no país. As negociações de paz estão suspensas desde fevereiro de 2002.

HISTÓRIA
Quando os colonizadores espanhóis chegam à região da atual Colômbia, no fim do século XV, o litoral é habitado por índios caraíbas, e o planalto, por chibchas. Com a atual Venezuela, o Equador e o Panamá, o território constitui a colônia de Nova Granada, subordinada ao Vice-Reinado do Peru. No século XVI, os colonizadores iniciam a exploração das minas, praticada pela mão-de-obra local. Cartagena, fundada em 1533, torna-se uma das principais bases do império espanhol na América, porto exportador de ouro e prata. Com a introdução da agricultura extensiva para exportação (café, banana, algodão e tabaco), os espanhóis passam a utilizar mão-de-obra escrava africana. Nova Granada torna-se vice-reino em 1717, tendo como capital Santa Fé (atual Bogotá). Em 1781 inicia-se a Revolta dos Comuneros, rebelião popular contra as medidas fiscais da Metrópole, considerado o movimento precursor da independência. A vitoriosa campanha militar de Simón Bolívar leva-o, em 1821, a assumir a Presidência da recém-formada Grã-Colômbia (Colômbia, Panamá, Venezuela e Equador). Em 1830, Venezuela e Equador ficam independentes. Em 1903, o Panamá separa-se da Colômbia.

Guerras civis - Por mais de um século, o poder na Colômbia se divide entre os partidos Liberal e Conservador, e a rivalidade leva a guerras civis. Os liberais separam a Igreja do Estado, em 1861, e confiscam terras do clero, cujos privilégios são em parte restabelecidos pelos conservadores em 1886. A crise causada pela quebra da Bolsa de Nova York (1929) leva ao poder os liberais, que propõem a reforma agrária e promovem o crescimento da economia. Discordâncias em relação às reformas dividem os liberais em dois grupos: um conservador moderado, majoritário, e outro reformista, liderado por Jorge Gaitán. A cisão promove o retorno ao poder dos conservadores em 1946. Em 1948, o assassinato de Gaitán desencadeia distúrbios em Bogotá – o Bogotazo –, que se espalham pelo país, causando milhares de mortes. Na tentativa de restaurar a paz, liberais e conservadores decidem compartilhar o poder.

Guerrilha de esquerda - Ex-combatentes liberais, liderados por Pedro Antonio Marín – Manuel Marulanda ou Tirofijo –, criam, em 1964, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Outras guerrilhas de esquerda, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e o Movimento Revolucionário 19 de Abril (M-19), são fundadas nos anos seguintes, e a guerra civil avança no país. Em 1985, o Exército reprime a invasão do Palácio da Justiça pelo M-19, causando mais de 100 mortes. No ano seguinte, o M-19 depõe as armas e se torna partido político, a Aliança Democrática M-19 (ADM-19).

Narcotráfico - Nos anos 1980, quadrilhas colombianas vêem no refino da cocaína e no tráfico da droga para os Estados Unidos (EUA) enorme oportunidade de lucro. Os grandes cartéis da droga – de Medellín e de Cali – fazem do país um importante produtor mundial de cocaína. O governo inicia uma guerra contra os traficantes. Em 1991 entregam-se os chefes do Cartel de Medellín, Fabio Ochoa Vázquez e Pablo Escobar, que foge da prisão em 1993 e morre em tiroteio com a polícia. Em 1995 são presos Gilberto e Miguel Orejuela, chefes do Cartel de Cali. Apesar da desaparição de seus principais líderes, o tráfico não é vencido. Em 2000, a Colômbia responde por 79% da produção mundial de cocaína. As guerrilhas de esquerda passam a obter recursos cobrando "impostos" dos cocaleros e narcotraficantes nas áreas que controlam.

Plano Colômbia - O conservador Andrés Pastrana vence as eleições presidenciais de 1998 com um plano centrado na pacificação do país. As negociações com as Farc começam em janeiro de 1999, mas não avançam. Pastrana lança, em 2000, o Plano Colômbia, com o objetivo de acabar com a produção da droga no país. O plano conta com a ajuda dos EUA, na forma de helicópteros e aviões para fumigar as plantações de coca com herbicidas desfolhantes, além de treinar e equipar as forças policiais e militares colombianas.


Em 2002, as Farc desviam um avião e seqüestram um dos passageiros, o presidente da Comissão de Paz do Senado, Jorge Gechem Turbay. Pastrana declara rompido o processo de paz e ordena a retomada da área sob controle das Farc. Os guerrilheiros fogem para as florestas e intensificam seqüestros e atentados.

Eleições - Em maio, o direitista Álvaro Uribe, dissidente do Partido Liberal, vence as eleições presidenciais no primeiro turno. Na campanha eleitoral, havia defendido uma política dura do governo contra os guerrilheiros. As Farc acusam Uribe de ligação com paramilitares, o que o novo presidente nega. No fim de 2003, 14 das 15 medidas do plano de austeridade e de reforma política de Uribe são rejeitadas em plebiscito popular.

Negociações - Em maio de 2004, as forças do governo prendem Ricardo Palmera, o mais importante dirigente das Farc já capturado. Em julho, a principal organização paramilitar do país, a Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), de extrema direita, inicia negociações de paz com o governo. Em novembro, desmobiliza 450 integrantes de seu contingente de mais de 10 mil homens, como primeira etapa do acordo. Semanas depois, porém, 56 paramilitares são presos por ligação com o tráfico de drogas.

Colômbia x Venezuela – Em 2009 a Venezuela rompe acordos e relações de amizade firmada com a Colômbia em toda a sua história, devido ao fato de que a Colômbia ter a pretensão de ceder às bases militares em seu território para que os Estados Unidos façam treinamentos na Amazônia como também manobras militares.

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